A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono, também conhecida como SAOS, é caracterizada pela diminuição do fluxo aéreo para os pulmões durante o sono, causada pela diminuição do espaço destinado à passagem de ar pelas vias aéreas.

 

Essa diminuição do fluxo de ar resulta em consequências para o portador da SAOS, principalmente pela queda da qualidade do sono que existe nessa situação. Por não conseguir dormir bem e acordar várias vezes durante a noite pela falta do fluxo de ar, ele se sente sonolento e cansado durante o dia, e tem uma diminuição da concentração em suas tarefas diárias.

 

Assim, a qualidade de vida do portador é prejudicada, chegando a impedi-lo de realizar suas tarefas diárias normalmente.  Por isso, o diagnóstico precoce é importante para não prejudicar a vida do indivíduo.

 

Como identificar uma pessoa com SAOS?

 Para reconhecer e afirmar o diagnóstico da SAOS considera-se, primeiramente, os sintomas do indivíduo, e depois o resultado de exames específicos para essa doença.

 

Sintomas

Os sintomas podem ser relatados pelo portador ou pelo seu parceiro, que nota alguns acontecimentos enquanto o outro dorme. Normalmente, eles podem ser queixar de um ou mais dos seguintes sintomas: 

  • + Sonolência diurna exagerada
  • + Ronco excessivo
  • + Sensação de sufocamento enquanto dorme, que faz com que ele acorde com falta de ar
  • + Dor de cabeça durante a manhã
  • + Cansaço além do normal
  • + Dificuldade de concentração
  • + Interrupção da respiração relatada pelo companheiro

 

A presença desses sintomas não confirma o diagnóstico da SAOS, mas faz com que o médico que analisa o paciente pense na hipótese da apneia do sono. Depois da hipótese feita são realizados outros exames, que irão confirmar que existe a diminuição do fluxo de ar pelas vias aéreas durante o sono.

 

>> Testes e exames

Quando o indivíduo apresenta as queixas relatadas acima, o primeiro teste que pode ser realizado é a aplicação da Escala de Sonolência de Epworth, que avalia o  quanto o sono durante o dia atrapalha o seu cotidiano. Como o excesso de sono é característico dos portadores da SAOS, resultados ruins na escala podem indicar a presença da SAOS.

 

Da mesma maneira, o Questionário de Berlim, que faz uma avaliação subjetiva de como é a noite de sono do indivíduo, pode também servir para identificar uma possível SAOS. Assim como os sintomas, um resultado considerável nesses dois testes não confirmam o diagnóstico, mas aumentam a chance de que exista a apneia do sono.

 

Após a análise clínica e a aplicação da Escala de Sonolência de Epworth e do Questionário de Berlim (que indicam ainda mais a presença da SAOS) com a obtenção de resultados que indicam uma noite mal dormida, o médico pode solicitar a realização de um exame chamado polissonografia.

 

A polissonografia é um exame não invasivo, realizado enquanto o paciente dorme em centros especializados, que consegue mensurar de uma maneira mais objetiva se há ou não a diminuição ou interrupção do fluxo de ar pelas vias aéreas do indivíduo. Nesse exame, o paciente passa a noite na clínica, tempo no qual seu sono é monitorizado em diversos parâmetros.

 

De certa maneira, podemos dizer que ela consegue identificar se essa pessoa “para” de respirar durante a noite, e se essa interrupção acontece de maneira a prejudicar a sua vida – ou seja, se ela tem SAOS.

 

O diagnóstico da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono deve ser feito por um médico, e exige uma análise minuciosa de diversos parâmetros e sinais clínicos do indivíduo.  Todas as suas queixas devem ser ouvidas e valorizadas, para que, caso haja alguma deficiência durante o sono, ela seja percebida e o tratamento possa começar imediatamente, garantindo, assim, a sua qualidade de vida.