Insuficiência Cardíaca Congestiva

A insuficiência cardíaca é o caminho final de muitas doenças, algumas delas até não relacionadas ao coração.

Por trás de seu desenvolvimento estão várias doenças que são extremamente comuns na população, e por isso que sua incidência está aumentando significativamente nas últimas décadas.

As chamadas doenças de base da insuficiência incluem a hipertensão arterial sistêmica e a doença aterosclerótica das coronárias, que são bem prevalentes entre os indivíduos.

Mas o que acontece com o coração?

O indivíduo que tem Insuficiência Cardíaca tem um coração que perdeu sua habilidade de se encher ou de ejetar o sangue, normalmente originado em uma das câmaras cardíacas chamadas ventrículos. Isso ocorre por alguma desordem estrutural ou funcional, e assim, a quantidade de sangue que deveria ser enviada pelo coração para os órgãos é diminuída.

O organismo consegue perceber que o coração está funcionando da forma suficiente, e por isso, começa a produzir mecanismos compensatórios para normalizar o volume de sangue ejetado. Porém, esses mecanismos, a longo prazo, prejudicam ainda mais a capacidade do coração, e assim trazem ainda mais consequências e complicações para a saúde do indivíduo.

Uma das consequências da inabilidade do coração em bombear o sangue é a congestão pulmonar. Ela ocorre porque, como o sangue que sai para os órgãos do corpo não está fluindo normalmente, os vasos sanguíneos que entram e saem do coração ficam mais cheios de sangue e dilatados, levando ao extravasamento de líquido para o espaço entre as células do pulmão. Assim, há um acúmulo de líquidos levando ao edema pulmonar, e esse é o responsável por explicar a maioria dos sintomas da Insuficiência Cardíaca.

Sintomas da Insuficiência Cardíaca

Entre os principais sintomas relatados pelos pacientes que são diagnosticados com insuficiência cardíaca estão a falta de ar e o inchaço.

Falta de ar

O principal sintoma da Insuficiência Cardíaca Congestiva é a dispnéia, ou falta de ar. No início do quadro, ela se apresenta apenas quando o indivíduo realiza grandes esforços, como praticar exercícios físicos, mas com a progressão da doença e o aumento do líquido no pulmão, ela pode aparecer até quando o paciente faz tarefas cotidianas.

Inchaço de pernas

A progressão da doença leva à congestão de líquido além do coração e do pulmão, causando também edema nos membros inferiores e no abdome.

Tratamento da Insuficiência Cardíaca

O tratamento da doença visa a eliminação dos sintomas e a tentativa de regularizar o fluxo sanguíneo.

  • Medidas gerais

A primeira parte é cuidar da dieta do indivíduo. Os sintomas da congestão de líquidos requerem a diminuição da ingestão de sal. Ainda, para os muito graves, recomenda-se repouso a fim de não sobrecarregar ainda mais o coração insuficiente.

  • Medicamentos

Entre eles são utilizados várias classes de diuréticos, que ajudam o organismo a eliminar toda essa água acumulada entre as células e assim diminuir o inchaço e a falta de ar. A principal medicação, porém, inclui os chamados inibidores da ECA, que agem sobre uma enzima e impedem, por fim, que haja um aumento da pressão arterial sistêmica, que traz muitos problemas para os portadores da doença.

  • Suporte ventilatório

Vários estudos recentes relacionam o uso de terapias ventilatórias não invasivas para melhorar os sintomas da Insuficiência Cardíaca.

O suporte de oxigênio suplementar via cânula nasal parece ser suficiente para pacientes com sintomas leves da Insuficiência Cardíaca. Porém, estágios mais graves da doença sugerem o uso de outras terapias ventilatórias.

Muito utilizado para tratar a Síndrome de Apnéia Obstrutiva do Sono, o CPAP (aparelho que fornece pressão positiva contínua de ar pelo nariz) e o BIPAP (também fornece ar, mas em dois níveis de pressão diferentes) também têm se mostrado bons para tratar o sintoma mais importante da Insuficiência Cardíaca: a dispnéia. Alguns estudos mostraram que o uso de CPAP e BIPAP podem aumentar a capacidade funcional pulmonar dos pacientes que apresentam a doença, melhorando sua qualidade de vida e possibilitando que o portador consiga realizar suas atividades diárias de uma forma melhor.